sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Que prevaleça a desportividade, a lógica e o bom senso!

Sobre o imbróglio no Campeonato Brasileiro de Futebol

De tudo o que vi, ouvi e li a respeito, o artigo do Hélio Schwartsman Garfando a Portuguesa, publicado hoje na Folha de S.Paulo é o mais sensato, o que melhor resume a questão e que trata daquilo que realmente importa em toda essa confusão.

A questão de fundo, e que deve ser o foco da análise e do julgamento, é saber se houve ou não dolo e se a Portuguesa foi irregularmente beneficiada - em detrimento de outras equipes - pela participação do Héverton no jogo contra o Grêmio. A resposta em ambas os casos é NÃO. Porque qualquer que tivesse sido o resultado do jogo, inclusive a derrota, a Lusa permaneceria na Série A.

Caso a equipe paulista venha a ser punida com a perda adicional de três pontos, conforme determina o regulamento, aí, sim, haverá uma inversão indevida daquilo que a prática do esporte - o jogo jogado - estabeleceu: o rebaixamento do Fluminense para a Série B.

Àqueles que clamam pela aplicação simples e direta da regulamento, cabe esclarecer que a fixação de qualquer regra não se dá pela regra em si, mas como meio para se atingir um determinado objetivo ou evitar-se determinadas situações.

Quando a aplicação da regra leva a um resultado diferente - e, nesse caso, ele não será apenas diferente, mas diverso, contrário - daquele para o qual ela foi criada, ela deve ser ignorada ou circunstanciada.

É o que Schwartsman expõe ao afirmar que "É óbvio que normas são importantes. Mas não se pode esquecer que elas são um meio para promover a paz social e outros objetivos relevantes, não um fim em si mesmo". Tudo o mais, como diz o autor, é formalismo ridículo - e oportunista, acrescento eu -, principalmente em se tratando do futebol brasileiro.

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